Agricultura, pecuária e maricultura
O trabalho familiar em pequenas propriedades é a característica
típica do agronegócio em Santa Catarina, que responde por 20% do PIB do estado e 6,4% do setor no
País. Quase não há ocorrência da modalidades como arrendamento e parcerias,
comuns em outras regiões nas quais a posse da terra é mais concentrada, com
alta incidência de latifúndios.
Em geral, quem trabalha na terra em Santa Catarina é o dono
do próprio negócio. Dos 5,9 milhões de hectares ocupados por estabelecimentos
agropecuários no estado, 91% são propriedades de quem os explora – desses, 85%
têm título de posse e apenas 6% não têm. De todos os estabelecimentos agropecuários
catarinenses, 89,5% têm menos de 50 hectares. Esses pequenos estabelecimentos são
responsáveis por 70% da produção agropecuária de Santa Catarina. São mais de
240 mil pessoas empregadas no setor, 17% da força de trabalho do estado.
O estado apresenta uma policultura (milho, mandioca e frutas ) combinada
com criação integrada de suínos, frangos e perus, voltada para as industrias
frigoríficas. Santa Catarina é um dos maiores produtores e exportadores de
suínos e frangos do Brasil. O sucesso dessas atividades se deve a um eficiente
sistema de integração entre empresas agroindustriais e produtores rurais.
Santa Catarina é o maior produtor nacional de ostras e
mexilhões cultivados. A atividade envolve cerca de mil famílias, resultando em
torno de 6 mil empregos diretos e indiretos. A área total de criação atinge 900
hectares, divididos em 12 parques aquícolas. Mais de 90% da produção brasileira
saem de aguas catarinenses, num volume total de cerca de 15 milhões de
toneladas.
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